sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Adeus, Meus sonhos


Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade

Misérrimo! Voltei meus pobres dias
Á sina doida de um amor sem fruto,
E minha alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus? Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo do meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

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