sábado, 18 de dezembro de 2010

Cheguei ao auge da loucura, do masoquismo, da insanidade. Cheguei ao ponto de me olhar no espelho esperando te ver, de largar a porta aberta esperando você voltar, de dormir de olhos abertos pra ver se você aparece. Não tenho mais noção do tempo, porque parei de contá-lo assim que você saiu por aquela porta. Não pretendia memorizar os dias que passaria sem você. Pelo contrário. Dentro da parte sensata que havia restado dentro de mim, implorava para que os dias se arrastassem, e se misturassem. Implorei para que o sábado invadisse o domingo, o domingo e a segunda, e assim continuamente. Não queria passar mais de um dia sem você, por isso tentei alongá-los. 24 horas, 72 horas, 144 horas. Hoje percebo que não obtive sucesso. Tentei dormir mais do que devia, mas a cama me sufocava. O espaço vazio da cama, onde você deveria estar, na realidade. Me sufocava o desespero de ver o tempo passando… De ver a porta ainda aberta, meu coração ainda batendo, e você não voltando

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