sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Até o infinito



Vivo os dissabores de minha vida.
Esperança: Algo fictício a que me apego,
Pra todo o dia ressuscitar.

E como já dizia a grande poetisa: Como odeio
A luz do sol, que revela até o possível.
Morte: como posso abraçá-la,
Pois o que me prometes
É a incapacidade de expressar minha dor
Até o infinito.

Sinto que a voluntária degeneração se
Faz possível,
Pois a perspectiva do fim, que por enquanto
Não me exige, não passa de uma ocasião
Ainda remota
Será então que entendi a vida como
Uma continua
E dedicada preparação para a morte?

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